Glossário


Concepções erradas sobre evolução - GLOSSÁRIO
 
 
Traduzido de "Misconceptions about Evolution.", Understanding Evolution, com permissão. 
 
 
University of California Museum of Paleontology. 22 August 2008.

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Acaso (ou Aleatoriedade): de alguma forma imprevisível. As mutações são “ao acaso” (ou “aleatórias”) no sentido em que a ocorrência de mutações não pode ser prevista com base nas necessidades do organismo. No entanto, isto não implica que todas as mutações têm igual probabilidade de ocorrer ou que ocorrem sem qualquer causa física. De facto, certas regiões do genoma têm maior probabilidade de sofrer mutações que outras e vários factores físicos (por ex., as radiações) são conhecidos por causar determinados tipos de mutações.

Adaptação: uma característica moldada pela selecção natural para desempenhar a sua função actual.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre adaptação em Evolution 101 [em inglês].

Alelo: Uma das versões de um gene que pode existir num locus. Por exemplo, o locus da cor da ervilha pode ter o alelo amarelo ou o alelo verde. Alelos diferentes no mesmo locus são normalmente representados por letras maiúsculas e minúsculas (por ex., os alelos A e a).

Aminoácido: o bloco constituinte das proteínas. Há cerca de 20 aminoácidos e o ADN que codifica proteínas diz à maquinaria celular quais os aminoácidos que deve usar para fabricar uma determinada proteína.

Ancestral comum: organismo ancestral que é partilhado por duas ou mais linhagens descendentes - noutras palavras, um ancestral que eles têm em comum. Por exemplo, os ancestrais comuns de dois irmãos biológicos incluem os pais e os avós; os ancestrais comuns de um coiote e um lobo incluem o primeiro canídeo e o primeiro mamífero.

AND (ou DNA): ácido desoxirribonucleico, a molécula que transporta a informação genética de geração em geração.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre ADN em Evolution 101 [em inglês].

Base (nucleotídica): a informação da codificação do ADN, as letras do código genético. A sequência de bases de uma região do ADN (ou seja, a sequência de As, Ts, Gs e Cs) determina o que o ADN faz - se codifica uma proteína, activa um gene, ou outra função qualquer. Nas regiões que codificam proteínas, três pares de bases codificam um único aminoácido. Por exemplo, a sequência de pares de bases ATG codifica o aminoácido metionina. Numa cadeia de AND, as bases estão emparelhadas e alinhadas uma em frente à outra: A emparelha com T e G emparelha com C.
[A=adenina; T=timina; G=guanina; C=citosina]

Clado: um grupo de organismos que inclui todos os descendentes de um ancestral comum e o seu ancestral. Por exemplo, as aves, os dinossauros, os crocodilos e os seus familiares extintos formam um clado.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre clados em Evolution 101 [em inglês].

Deriva genética: alterações aleatórias das frequências genéticas de uma população, de geração para geração. Acontece como resultado de um erro de amostragem - alguns genótipos reproduzem-se mais que outros, não porque são “melhores” mas simplesmente porque tiveram sorte. Este processo faz com que as frequências genéticas numa população flutuem ao longo do tempo. Alguns alelos podem mesmo “flutuar para fora” da população (ou seja, apenas por acaso, alguns alelos podem atingir uma frequência de zero). Geralmente a deriva genética provoca a diminuição da variação genética numa população.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre deriva genética em Evolution 101 [em inglês].

Desenvolvimento: alterações que ocorrem num organismo ao longo do seu tempo de vida; o processo através do qual um zigoto se torna um indivíduo adulto e eventualmente morre.

Diplóide: indivíduo ou célula que transporta dois conjuntos de cromossomas. Os seres humanos são diplóides: transportamos duas cópias de cada um dos nossos 22 cromossomas e mais dois cromossomas sexuais (ou dois Xs ou um X e um Y).

Dominância/alelo dominante: versão alélica de um gene que se observa mesmo quando está emparelhada com uma versão diferente no mesmo locus, no mesmo indivíduo.

Extinção: um evento no qual o último membro de uma linhagem ou espécie morre. Uma espécie pode extinguir-se quando todos os membros dessa espécie morrem ou uma linhagem pode extinguir-se quendo todas as espécies que a compõem se extinguem.

Fenótipo: as características físicas de um organismo. Fenótipo pode referir-se a qualquer aspecto da morfologia, comportamento ou fisiologia de um indivíduo. O fenótipo de um organismo é influenciado pelo seu genótipo e pelo seu ambiente.

Filogenia: a relação evolutiva entre organismos; o padrão de ramificação de uma linhagem que é produzido pela verdadeira história evolutiva dos organismos em questão. Muitas das filogenias que encontramos são “árvores familiares” de grupos de espécies próximas mas também se pode usar uma filogenia para representar a relação entre todas as formas de vida.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre filogenias em Evolution 101 [em inglês].

Genes: a unidade da hereditariedade. Normalmente refere-se a uma região do ADN com um efeito fenotípico particular. Tecnicamente pode significar um fragmento de ADN que inclui uma região transcrita e uma região regulatória.

Grupo externo (outgroup, em ingles): uma linhagem que, numa análise filogenética, se situa fora do clado que está a ser estudado. Todos os membros do clado em estudo serão mais próximos entre si do que com o grupo externo, levando a que o ramo do grupo externo se separe na base da filogenia.

Linhagem: uma linha contínua de descendentes; uma série se organismos, populações, células ou genes ligados por relações de ascendência/descendência.

Locus: O local, no AND, onde se encontra um gene. Por exemplo, o locus da cor da ervilha está num local do ADN da ervilheira que determina que cor vai ter a ervilha. O locus da cor da ervilha pode conter ADN que produz ervilhas amarelas ou ADN que produz ervilhas verdes - chamamos-lhes os alelos amarelo e verde.

Migração: o movimento de indivíduos entre populações.

Mutação: uma alteração na sequência de ADN que geralmente ocorre devido a erros na replicação ou reparação. As mutações são a principal fonte de variação genética. Alterações na composição de um genoma devido apenas à recombinação não são consideradas mutações porque a recombinação apenas altera a localização dos genes nesse mesmo genoma mas não altera a sequência desses genes.
Para uma explicação mais detalhada, ver o recurso sobre mutação em Evolution 101 [em inglês].

Nó: uma característica reconhecível de um organismo. Os caracteres podem ser morfológicos, comportamentais, fisiológicos ou moleculares. São usados para reconstruir filogenias. Um ponto numa filogenia onde uma linhagem ancestral se divide em duas ou mais linhagens descendentes.

População: geralmente define-se como um grupo de organismos que vivem próximos uns dos outros e que se cruzam entre si e não se reproduzem com outros membros de outros grupos semelhantes; um fundo genético. Dependendo do organismo, as populações podem ocupar regiões geográficas maiores ou mais pequenas.

Proteína: uma molécula constituída por uma sequência de aminoácidos. As proteínas são codificadas pelo ADN e são moléculas essenciais à vida.

Selecção natural: sobrevivência ou reprodução diferencial de diferentes genótipos numa população, levando a alterações nas frequências genéticas da população. As condições requeridas para que ocorra evolução por selecção natural incluem variação, hereditariedade, reprodução diferencial e tempo.
Para uma explicação mais detalhada, ver os recursos sobre selecção natural em Evolution 101 [em inglês].

Taxon (singular): Taxa (plural) Qualquer grupo de organismos com uma designação (por ex., os répteis, Felidae, besouros, Homo sapiens), quer forme ou não um clado.

Teoria: uma explicação geral para uma ampla gama de fenómenos. As teorias são concisas, coerentes, sistemáticas, preditivas e amplamente aplicáveis. Costumam integrar muitas hipóteses individuais. Uma teoria científica deve ser testada com evidências do mundo natural. Se uma teoria não pode ser testada com resultados experimentais, de observação, ou outros meios, então não é uma teoria científica.
Ver também esta publicação.

Variação genética: numa definição mais vaga, refere-se à medida da diferença genética de há numa população ou espécie. Por exemplo, se uma população tem muitos alelos diferentes num locus pode dizer-se que essa população tem muita variação genética nesse locus. A variação genética é essencial para que a selecção natural possa actuar, uma vez que a selecção natural só pode aumentar ou diminuir a frequência de alelos que já existem na população.

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